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Existe apenas uma forma de se praticar Mindfulness?

O que, afinal é, Atenção Plena? É o fato de a consciência prestar atenção deliberadamente no momento presente, sem julgar, apenas observar o que fazemos a cada momento. Fazer isso faz com que nós nos sintonizamos com as experiências básicas da vida de modo que estas se tornem ainda mais intensas. Ao intensificarmos as nossas experiências no presente, nós nos tornamos mais aptos a viver uma vida de qualidade, pois faz com que deixemos a ansiedade de lado. É ser consciente de cada instante e saber o que fazemos e ENQUANTO fazemos. É como se nós não fossemos capazes de encher o nosso presente com algo o tempo todo, de forma que a gente possa viver sem expectativas.

Nós fomos instruídos a nossa vida inteira a nos deter ao futuro, nos enchendo de antecipação. Isso nos torna doentes, nos torna ansiosos. Saibam que quanto mais tentamos controlar o externo, mas cansados ficamos… pois é uma questão lógica, só conseguimos controlar aquilo que está dentro de nós. E nós achamos exatamente o contrário, que nos controlar é difícil… mas nós passamos tanto tempo tentando controlar o externo que perdemos o hábito de nos controlar.

O mindfulness em sua prática nos auxilia a tomar esse controle, pois o foco da nossa atenção no momento presente é que recarrega o nosso entusiasmo e a nossa energia vital, é como que nós fossemos capazes de recolher as energias que estão dispersas dentro de nós, na nossa mente e nos concentrar em nós mesmos. E então conseguimos encontrar uma fonte coerente de energia para viver, enfrentar e contemplar os problemas a partir de um novo ponto de vista.

Pois é… quando você está em atenção plena, você desperta e tudo começa a conspirar ao seu favor. Além disso tudo, a prática da atenção plena melhora a memória, o processo de auto aceitação, as habilidades de autocontrole e principalmente o autoconhecimento… que é a nossa necessidade número um para que fiquemos em paz com nós mesmos. Quando percebemos que nossos pensamentos não são a realidade, não são aquilo que acontece realmente em nossas vidas, nós passamos a ter mais facilidade para mudá-los. Pois nós mesmos que criamos uma série de pensamentos destrutivos.

Podemos praticar o Mindfulness de várias maneiras, uma delas é o programa de 8 semanas de Redução de Estresse com base na Atenção Plena de Jon Kabat Zinn, outra  forma de praticar a atenção plena é praticando os seis princípios básicos da mesma:

Aceitação

Comece a perceber como você reage a determinadas situações que não deram certo. Tente não resistir a aquilo que acontece à sua volta e simplesmente aceite. Quando não aceitamos o que é inevitável, nós gastamos muito energia e sobra pouco para aprender ou crescer. Não significa ter uma postura passiva, mas sim não reagir automaticamente aquela adversidade e sim primeiro observar o que acontece. A aceitação é ficar atento as nossas reações emocionais diante de tudo que nos cerca e tirar um aprendizado, mínimo que seja, do todo.

Não julgar

A nossa educação nos impõe certos pré conceitos que hoje são obsoletos. A proposta do não julgar é apenas observar quais são esses julgamentos que estão tão instalados dentro de nós para que a gente possa se libertar dessa escravidão de pensamentos, nos tornando saudáveis e não nos submeter às nossas preferências de vida. O julgamento excessivo, que fazemos a vida toda, apenas nos separam do próximo e causam mal estar nas relações.

Mente de principiante

A mente de principiante consiste em olhar o mundo pela primeira vez, se desapegando do já sei, já fiz, já passei por isso. Essas memórias e crenças fazem com que a gente não se surpreenda mais com a vida e tudo fique sem graça. Devemos nos abrir ao mundo da aprendizagem e começar a se desprender de tudo que é antigo dentro de nós. Essa atitude nos leva a viver o momento presente.

Paciência

É uma forma de sabedoria. Quando observamos nossas reações emocionais as coisas e paramos de tentar controlar o externo, nasce a paciência. O foco muda de fora para o nosso interior. É um processo de aceitação com plenitude.

Confiança

A confiança não tem a ver com a certeza que vamos acertar e sim com o deixar de ter medo de errar. Fomos condicionados a não poder errar desde crianças, mas todos nós sabemos que é errando que nós aprendemos. A atenção plena através da confiança se detém em aceitar que podemos errar e que nós vamos aprender com isso. É ser confiante ao invés de ter a confiança. E essa é a confiança que não se perde.

Compaixão

Ter compaixão é ter uma atitude amorosa e cordial, sem exigências, cobranças ou prepotências. A atenção plena nos auxilia a descobrir o senso de unidade do todo, ou seja, que todos somos interconectados. Ao ter essa atitude de amor com o outro, nós também a temos com nós mesmos.

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