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Você é Genuinamente Feliz?

        Você se sente infeliz? Você sabe o que felicidade?  O que é sofrimento?  O que podemos fazer para chegar a essa felicidade genuína? Há uma forma de ser feliz a todo tempo?

        Hoje, o ser humano, carrega a premissa de que deve ser feliz o tempo todo. Mas será que nós sabemos o que é felicidade? Felicidade é um termo muito subjetivo a todos nós, mas de uma forma geral, podemos definir a felicidade como um estado de extrema satisfação e prazer com as situações que rodeiam a vida. Quando digo vida, eu quero que compreendam que são os seus relacionamentos, a sua vida profissional e situações que englobam a tudo aquilo que é externo a você. Como por exemplo, conseguir uma boa promoção profissional, ter uma vida social ativa ou até mesmo atingir objetivos ligados a questões materiais como comprar uma casa ou um carro.

       Mas pasmem: o estado de felicidade que o ser humano procura e almeja é um sentimento momentâneo, não é profundo e nem um pouco duradouro. Nós nunca ficamos “felizes para sempre” e já podemos quebrar o paradigma que os contos de fadas nos colocam desde crianças. Essa satisfação costuma durar horas e talvez dias, porém não duram anos ou até mesmo décadas. A cada objetivo que alcançamos, nós atingimos essa satisfação, mas damos abertura a uma outra busca e é assim que segue a vida. Sam Harris, um grande filósofo, diz que  “o sentimento de satisfação não dura e a pressão da vida continua”. E isso é uma verdade quase que absoluta.

       Mas nossa, isso soa quase que pessimista. Não podemos ser felizes mesmo assim? Sim, nós podemos. Mas devemos buscar a felicidade de outra maneira, não esperando algo do futuro e muito menos revivendo o nosso passado, o remoendo quase que todos os dias e criando uma série de limitações que são desencadeadas pelas nossas experiências passadas, como por exemplo “no passado eu me envolvi em um mau relacionamento, nunca mais conseguirei me relacionar com alguém que faz bem para mim”, o que causa uma criação de crença limitante muito forte em nosso inconsciente, ou até mesmo “eu preciso ganhar mais dinheiro, vou falir minha empresa” o que causa um grande senso de cobrança.

        E é por isso que se faz importante vislumbrar algo da natureza do nosso consciente que nos liberte do sofrimento. Você sabe o que é sofrimento? Sofrimento é, por definição do dicionário, padecer. Quem sofre padece. O ser humano hoje sofre, pois sempre busca algo no futuro ou no passado e nunca no presente. O homem vive pensando em o que pode ser ou no que pode ter sido. Esses são sintomas básicos da ansiedade (excesso de futuro) e da depressão (excesso de passado). O futuro é uma ilusão e nós não precisamos de ilusão, nós precisamos apenas nos deter e compreender melhor as coisas como elas são no momento presente. Assim como devemos nos livrar dos nossos passados e crenças limitantes que adquirimos em toda a nossa vida.

        Como podemos fazer isso?

        Simplesmente viver no momento presente. O ser humano perdeu a capacidade de viver no mundo atual, sempre pensando em como foi, como deveria ter sido e como ainda pode ser. O que ocasionam as doenças no século: a ansiedade e a depressão. A OMS (Organização Mundial de Saúde) acredita que em 2020 80% da população sofrerá ou de depressão ou ansiedade. Isso é muito triste.

        Para que isso não aconteça, a melhor forma das pessoas viverem o momento presente é praticando a atenção plena. Hoje a técnica de Mindfulness desenvolvida por Jon Kabat-Zinn, o fundador e diretor da Stress Reduction Clinic, no Centro Médico da Universidade do Massachusetts, é um caminho para iniciar a prática de prestar atenção no momento presente. Ele não apresenta a meditação mindfulness num contexto religioso, sendo um método que pode ser aplicado a qualquer pessoa que sofre de stress, independentemente da sua cultura, religião, ou sistema de crenças.

        Porém devemos empregar no nosso dia a dia também. Há mais quatro formas, além de praticar as meditações guiadas, para que a gente desenvolva a atenção plena:

1-    Preste atenção nas suas sensações desde o início do seu dia até o fim dele. Conhecer os seus estados emocionais e como eles oscilam no dia a dia te auxilia no seu próprio autoconhecimento e pode te trazer uma fonte de mudança deste estado mental;

2-    Aceite as suas dores, angústias e limitações. Deixe de cobrar e apenas  veja o que você pode fazer no dia de hoje em relação a elas;

3-    Sempre que perceber que a sua mente é pega por um pensamento que te prende ao futuro ou ao passado, volte ao momento presente observando o seu corpo e a sua respiração e veja o que pode ser feito hoje para auxiliar esse processo;

4-    Preste atenção plena nos caminhos que você faz, seja a pé, de carro ou de transporte público, perceba o que ocorre a sua volta. Essa é a melhor forma de se desapegar da pressa e do estresse do seu dia a dia.

        Entenda que praticar a atenção plena, não é simplesmente se tornar passivo em relação a vida, muito pelo contrário: é tomar as rédeas diante das situações que você enfrenta no seu dia a dia, se tornando mais sábio e fortalecido para poder fazer mudanças em relação a elas. É não se deixar ser levados pelas emoções que o sofrimento causa, pois na maioria das vezes nos paralisamos. É você se tornar ativo na mudança de sua própria vida, se observando  e atuando como o seu próprio transformador.

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